13º salário 2026: quando cai, como calcular e quanto vem em cada parcela
Veja as datas do 13º salário em 2026, como calcular o valor integral ou proporcional e como INSS e Imposto de Renda afetam a segunda parcela.

O 13º salário de 2026 tem a primeira parcela com prazo até 30 de novembro e a segunda com prazo legal até 20 de dezembro. Como 20 de dezembro de 2026 cai em um domingo, empresas que não operam pagamentos nesse dia tendem a antecipar o crédito para o último dia útil anterior, 18 de dezembro. A regra legal continua sendo 20/12; a data operacional deve ser confirmada no calendário da folha da empresa.
Para quem recebe salário fixo e trabalhou o ano inteiro, o valor bruto do 13º corresponde, em regra, a uma remuneração mensal. Quem trabalhou apenas parte do ano recebe de forma proporcional: cada mês com 15 dias ou mais trabalhados conta como 1/12. O ponto importante em 2026 é que o cálculo líquido também precisa considerar a tabela progressiva do INSS e a redução do Imposto de Renda criada pela Lei nº 15.270/2025.
Datas do 13º salário em 2026
| Parcela | Prazo | O que entra na conta |
|---|---|---|
| 1ª parcela | Até 30/11/2026 | Adiantamento; em regra, sem desconto de INSS e IR |
| 2ª parcela | Prazo legal até 20/12/2026 | Acerto do 13º, com os descontos aplicáveis |
| Referência operacional em 2026 | 18/12/2026, sexta-feira | 20/12 cai no domingo; confirme a programação da folha |
A Lei nº 4.749/1965 determina o pagamento do 13º até 20 de dezembro e prevê o adiantamento entre fevereiro e novembro. O Ministério do Trabalho e Emprego resume a regra prática: primeira parcela até 30 de novembro, segunda até 20 de dezembro e descontos concentrados no acerto.
Como calcular o 13º salário 2026
Para estimar o valor bruto, use esta fórmula:
13º bruto = remuneração ÷ 12 × número de meses válidos
Um mês entra na conta quando houve pelo menos 15 dias de trabalho. Essa regra é destacada pelo Ministério do Trabalho e também aparece nas orientações do eSocial.
Se a pessoa recebe R$ 3.000 por mês e trabalhou os 12 meses do ano:
R$ 3.000 ÷ 12 × 12 = R$ 3.000 de 13º bruto.
Se a mesma pessoa começou a trabalhar em maio e, considerando o caso ilustrativo, acumulou oito meses válidos de maio a dezembro:
R$ 3.000 ÷ 12 × 8 = R$ 2.000 de 13º bruto proporcional.
O cálculo real pode mudar quando existem comissões, horas extras habituais, adicional noturno, mudança de salário durante o ano, afastamentos ou outras verbas que integrem a remuneração. Nesses casos, o holerite e a memória de cálculo do RH são as referências para conferir o valor efetivamente pago.
Quanto vem na primeira e na segunda parcela
Com salário fixo de R$ 3.000 e direito a 12/12, um exemplo simples ajuda a enxergar a diferença entre valor bruto e valor que cai na conta.
| Etapa | Valor estimado |
|---|---|
| 13º bruto | R$ 3.000,00 |
| 1ª parcela | R$ 1.500,00 |
| INSS sobre o 13º em 2026 | aprox. R$ 248,60 |
| IR neste exemplo | R$ 0,00, considerando a redução aplicável em 2026 |
| 2ª parcela estimada | aprox. R$ 1.251,40 |
O INSS não é calculado aplicando uma única alíquota sobre todos os R$ 3.000. Em 2026, as faixas são progressivas. A tabela oficial do INSS usa 7,5% até R$ 1.621, 9% na faixa seguinte até R$ 2.902,84, 12% até R$ 4.354,27 e 14% até R$ 8.475,55. O próprio INSS informa que o 13º é considerado separadamente da remuneração mensal para esse cálculo.
No exemplo de R$ 3.000, a soma das parcelas progressivas resulta em aproximadamente R$ 248,60 de contribuição previdenciária. Por isso, calcular 12% sobre todo o valor daria uma resposta errada.
O que muda no Imposto de Renda do 13º em 2026
A principal novidade tributária de 2026 é a redução do IR criada pela Lei nº 15.270/2025. A norma estabelece redução capaz de zerar o imposto para rendimentos tributáveis de até R$ 5.000 e redução decrescente entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350.
O detalhe importante para esta pauta está no § 3º do art. 3º-A: a redução também se aplica ao imposto cobrado exclusivamente na fonte sobre o décimo terceiro salário. A Receita Federal publica as tabelas e valores vigentes em 2026.
Isso não significa que toda pessoa com salário mensal de R$ 5.000 terá exatamente o mesmo valor líquido de segunda parcela. Dependentes, pensão alimentícia, remuneração variável, outras deduções permitidas e ajustes da folha podem alterar o resultado. O exemplo acima serve para mostrar o método, não para substituir o contracheque.
13º proporcional: como contar os meses
Para o 13º proporcional, o erro mais comum é contar simplesmente a quantidade de meses no calendário. A regra é verificar se, em cada mês, houve pelo menos 15 dias de trabalho.
Imagine uma remuneração de R$ 3.000 e oito meses que cumpriram esse critério:
R$ 3.000 ÷ 12 = R$ 250 por avo.
R$ 250 × 8 = R$ 2.000 de direito bruto estimado no ano.
Se um mês não atingir 15 dias de trabalho, ele pode não gerar aquele 1/12. Situações de afastamento, rescisão e verbas variáveis merecem conferência específica na folha.
Quem tem direito ao 13º salário
O 13º é um direito trabalhista pago de forma integral ou proporcional aos empregados abrangidos pela legislação. O Ministério do Trabalho explica que o valor é integral quando houve trabalho durante todos os meses do ano e proporcional quando o vínculo começou ou terminou ao longo do período.
O calendário de aposentados e pensionistas do INSS é diferente do calendário da folha de trabalhadores empregados. Portanto, quem busca o 13º de benefício previdenciário deve consultar o cronograma específico do INSS, e não usar automaticamente as datas de 30 de novembro e 20 de dezembro deste guia.
Como conferir se o valor do seu 13º está certo
Antes de comparar seu pagamento com uma calculadora da internet, anote cinco informações: remuneração usada pela empresa, número de meses válidos, valor adiantado na primeira parcela, desconto de INSS e eventual IR.
Depois, faça três conferências:
- Bruto: remuneração ÷ 12 × meses válidos.
- Adiantamento: compare o valor da primeira parcela com a base usada no momento do pagamento.
- Acerto: veja se a segunda parcela descontou o adiantamento e os encargos corretos.
Se houver diferença relevante, peça ao RH a memória de cálculo. Essa é uma forma melhor de identificar o problema do que olhar apenas o valor líquido final.
O que fazer com o 13º quando ele cair
Depois de entender quando cai o 13º salário 2026 e quanto você deve receber, a próxima decisão é de uso. Dívida cara, reserva de emergência e despesas previsíveis de janeiro competem pelo mesmo dinheiro. O Evolua já montou uma ordem prática no guia como usar o 13º salário entre dívidas, reserva e contas de janeiro.
Perguntas frequentes sobre o 13º salário 2026
Quando cai a primeira parcela do 13º em 2026?
O prazo é até 30 de novembro de 2026. A empresa pode pagar antes, desde que respeite as regras aplicáveis.
Quando cai a segunda parcela do 13º em 2026?
O prazo legal é até 20 de dezembro. Em 2026, a data cai em um domingo. Para fins de organização da folha, o pagamento pode ser antecipado para o último dia útil anterior; confirme o cronograma do empregador.
Como calcular o 13º proporcional?
Divida a remuneração por 12 e multiplique pelo número de meses em que houve pelo menos 15 dias trabalhados.
A primeira parcela tem desconto de INSS?
Em regra, o adiantamento é pago sem os descontos de INSS e IR, que são apurados no acerto. O eSocial detalha a incidência dos encargos no 13º.
Quem ganha até R$ 5 mil paga IR no 13º em 2026?
A Lei nº 15.270/2025 estendeu ao 13º a redução do IR de 2026. Para rendimentos tributáveis enquadrados até R$ 5.000, a redução pode zerar o imposto; entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, ela diminui gradualmente.
Faça a conta antes de gastar
O valor do 13º só fica realmente claro quando você separa quatro números: remuneração, meses válidos, adiantamento e descontos. Para um salário fixo de R$ 3.000 durante todo o ano, o exemplo deste guia chega a R$ 3.000 de bruto, R$ 1.500 na primeira parcela e aproximadamente R$ 1.251,40 na segunda, considerando o INSS progressivo de 2026 e IR zerado no exemplo.
Use essa conta como referência de conferência. O pagamento efetivo pode mudar conforme as verbas do seu contrato e da sua folha. Este conteúdo é educativo e foi construído a partir da legislação e das tabelas oficiais citadas ao longo do texto; em caso de divergência no contracheque, peça a memória de cálculo ao RH ou procure orientação profissional adequada ao seu caso.